Ducati Hyperstrada 4


Ducati Hyperstrada

 

Indo a pé buscar a Ducati Hyperstrada para fazer esta matéria, fui pensando, sem grandes expectativas, como iria ser o teste, nunca tinha pilotado uma motocicleta desta categoria, e como tenho 1,90m de altura achei que iria ter problemas ao subir numa motocicleta com dimensões tão reduzidas. Posso garantir que foi uma surpresa muito agradável.

Ela é muito bonita, tem ótimo acabamento, a balança traseira chama a atenção, e a cor vermelha da Ducati é ímpar. O fotógrafo Roberto Alves Lima mostrou com suas fotos a beleza da motocicleta.

A Ducati Hyperstrada é uma Hypermotard estradeira. As diferenças aparentes são o banco confort, para-brisa mais alto e um par de malas laterais com opção de um top case também. No que não é aparente, houve pequenas mudanças na geometria, porém a potência, o controle de tração e o ABS ficaram inalterados. Ou seja, a sua origem foi mantida, uma moto de pista para a categoria supermotard com conforto no uso diário e em viagens com espaço para bagagem. Ou seja pode-se viajar com um certo conforto, principalmente em estradas de montanha, chegar numa pista, retirar as malas e o para-brisa alto e mandar ver! Até Lap timer ela tem. Ao subir na Hyperstrada já dá para perceber que se senta bem a frente, como nas motos de motocross. O painel fornece uma série de informações mas não tem indicação de marcha nem marcador de gasolina, uma luz se ascende quando chega a reserva e o odomêtro começa a mostrar quantos quilômetros está rodado na reserva. No resto as informações são completas, trip1, trip 2, consumo médio, consumo instantâneo, velocidade média, trip time, temperatura do motor, temperatura externa e hora, e o modo de condução que está sendo usado mostrando o nível do DCT e do ABS, muito bom.

O manete do freio tem regulagem de distância mas o manete da embreagem não. Ela vem com cavalete central, muito útil, lanterna de lead e um farol ótimo.

Os modos de condução são três, Sport, Touring e Urban.

Em cada modo de condução você pode customizar a potência do motor (high, medium, low), o controle de tração (8 níveis mais off) e o ABS (2 níveis mais off).

Não fique preocupado em se perder na customização, qualquer coisa é só colocar no modo Default que todos os modos de pilotagem voltam para a regulagem pré definida de fábrica.

A suspensão dianteira não permite regulagem, a traseira além da pré-carga da mola tem a regulagem do rebound damping(válvula de retorno).

No dia seguinte saímos cedo para testá-la em diversos tipos de estrada, auto estrada com longas retas, estradas de mão dupla com curvas de alta e estradas de mão simples com muitas curvas de média e baixa velocidade.

Na auto estrada se comportou bem, o para-brisa protege o peito, devido a minha estatura talvez o banco normal da Hypermotard seja melhor, me dando mais espaço, o motor vibra pouco, e tem potência de sobra. Nas estradas de mão dupla as curvas de alta são contornadas com facilidade e nas estradas de montanha e mão simples a diversão é total, entra fácil na curva e muda de direção com muita facilidade, ela até te instiga a mudar o estilo de pilotagem em algumas curvas de baixa, colocando a perna na frente, muito divertido, aliás acredito que a categoria supermotard é a única que permite estilos distintos de pilotagem com o mesmo resultado, ou seja mesmo tempo de volta. Como sempre comento, dificilmente a regulagem padrão das suspensões da maioria das motocicletas se adaptam as nossas estradas, com a Hyperstrada não foi diferente, precisei endurecer o Rebound para ela ficar mais estável nas curvas. O único senão é que o pedal de freio e o pedal do cambio raspam no asfalto antes das pedaleiras. Para uma moto desta categoria é no mínimo estranho. O pedal do cambio dá para regular e deixá-lo mais alto mas o do freio não dá, já estava regulado na altura máxima.

 

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A Hyperstrada é bem econômica, em ritmo de teste fez 21,2 Km/l, a motocicleta mais econômica testada até agora pelo Riding Skills. O tanque de 16 litros é suficiente dando uma boa autonomia. O motor dois cilindros em L de 820 cilindradas sobe de giro com força e progressão linear. A velocidade máxima segundo a fábrica é de 224 Km/h.

Na cidade é ágil e o motor não transfere muito calor para o piloto, apenas um pouco no lado esquerdo. O ABS funcionou muito bem nas ruas esburacadas da cidade de São Paulo, mesmo no nível 2 que é mais sensível. Os freios são independentes e tanto o dianteiro com o traseiro freiam muito bem.

Quando estiver usando as malas laterais é preciso prestar atenção para não raspá-las em veículos visto que a medida de uma extremidade a outra é maior que a medida do guidão.

 

Sugestão de regulagem da suspensão traseira.

 

Rebound damping: partindo do hard, três quartos de volta no sentido ante horário.

Pré-carga da mola: nove clics no sentido Horário.

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4 thoughts on “Ducati Hyperstrada

  • Ricardo Rocha

    Marcos, legal essa matéria. Gostei da comparação do moto de dirigir essa moto com as de motocross. Esticar as pernas nas curvas em motocross é constante e ajuda muito. Também a posição mais a frente me instigou. O CG de gravidade dela com isso, passando muito a frente deve dar uma sensação estranha . Ainda mais com uma roda 17″, não deve dar para enxergar o pneu à frente….
    Também o fato de “raspar” os pedais de freio e cambio , antes da pedaleira é estranho e perigoso. Caso quebrem, ficaremos na mão sem poder fazer nada. Esquisito. Parabens pelas explicações

  • Annibal Mendes Gonçalves

    Boa matéria Marcos, estranho uma moto dessa não ter marcador de combustível e nem indicador de marcha. Não é muito desconfortável a posição de pilotar, muito pra frente ?

  • Goar

    Fiquei na maior dúvida: Multistrada ou Hyperstada. Fiquei com ela
    Minha opinião? É a moto para quem só quer uma moto
    Excelente na cidade, excelente na estrada, aceita um fora-de-estrada leve
    Pequena, vc a trata como uma Falcon (rsssss…..) ou uma BMW F800R. Não é aquele “caminhão” para sair da garagem ou andar nos corredores
    Desconfortável para longos percursos. Não vá com ela para o Atacama
    Cuidado com as arrancadas. Ela é imbatível até 120 mas a roda dianteira não gosta de ficar no chão
    Em resumo, um meio termo entre uma GS800 e uma Multistrada ou uma XR1000
    E todo mundo vira a cabeça para olhar………