Honda CRF 1000 L Africa Twin


Honda CRF 1000 L Africa Twin

Minha primeira motocicleta aos quinze anos de idade foi uma Honda 65. Passados os anos poucas vezes deixei de ter uma Honda na minha garagem. Mas a partir de 2012 não sou proprietário de nenhuma motocicleta da marca. Estava ansioso depois destes anos poder pilotar uma novamente. Cada marca de motocicleta tem seu DNA, algumas tem um DNA parecido como as japonesas e outras completamente diferente como Alemãs, italianas, Inglesas, Austríacas. Agora o Riding Skills teve a oportunidade de testar a nova Honda CRF 1000 L Africa Twin gentilmente cedida pela revenda Japauto situada em Alphaville São Paulo. Fazendo um reconhecimento na motocicleta percebe-se a continuidade do acabamento exemplar da montadora. E ao ligar o motor engatar a primeira marcha e começar a rodar deu até um friozinho na barriga, a suavidade continua presente, desde os comandos passando pelo câmbio até a vibração do motor.
Esta big trail tem roda de vinte e uma polegadas na frente, pneus com câmara e suspensões de curso longo (230mm na dianteira e 220mm na traseira), focando o fora de estrada.
As big trail sempre tiveram roda dianteira de vinte e uma polegadas, até que nos anos noventa a BMW lançou a GS com aro dezenove na dianteira e pneus sem câmara, um novo conceito que fez o maior sucesso e hoje é o maior mercado de grande cilindrada. Podemos afirmar que existem dois grupos de big trail, as de roda dianteira com aro dezenove e pneus sem câmara e vários recursos que tornam a motocicleta com uma versatilidade incrível, proporcionando conforto e segurança para grandes viagens, com uma estabilidade e agilidade invejável no asfalto e que aceitam bem o fora de estrada. O outro grupo que podemos chamar de tradicional são as big trail com aro de vinte uma polegadas na dianteira e pneus com câmara, mais focadas para o fora de estrada mas que aceitam muito bem o asfalto. É neste segundo grupo que se enquadra a nova Africa Twin que já é sucesso de vendas no exterior. A Honda optou por menos eletrônica embarcada, só tem ABS e controle de tração, a embreagem e o acelerador são a cabo, e transmissão por corrente. Maior simplicidade significa menos itens para quebrar, economia de peso e confiabilidade, o que faz todo o sentido no fora de estrada. Mas nem por isso ela deixa de ser confortável e tem tudo que é preciso para uma ótima pilotagem inclusive para os mais exigentes. As suspensões são totalmente ajustáveis, tanto a dianteira como a traseira tem regulagem da pré-carga da mola, ajuste de compressão e de retorno.
O motor bi cilíndrico em linha de mil centímetros cúbicos gera 90 cavalos e a motocicleta pesa apenas 212kg a seco. O tanque tem capacidade de 18,8 litros.
Os freios são combinados e o ABS pode ser desligado na roda traseira para uso off Road. O controle de tração tem três níveis. O banco é bi partido e tem duas opções de altura. As pedaleiras são pequenas, tem cravos e cobertas por uma borracha macia de modo que só quando se pilota em pé a sola da bota encosta nos cravos.
O painel de instrumentos é completo e inteiramente digital, temperatura externa, temperatura do motor, trip A e trip B, consumo médio, consumo instantâneo, velocidade média, indicador de marcha. Além das outras informações tradicionais, conta ainda com marcador de distância a percorrer a partir de uma quilometragem pré definida.
Tudo isso aliado a boa proteção de vento, suavidade dos comandos, suspensões totalmente ajustáveis e um motor quase ausente de vibrações em qualquer regime de giro torna a motocicleta muito confortável e um convite para grandes viagens. A Africa Twin vem calçada com pneus para uso misto o que proporciona bom gripe no asfalto, com as suspensões reguladas para esse tipo de piso ela é muito estável e contorna as curvas com rapidez.
É difícil classificar o que a Africa Twin tem de melhor já que tudo é de altíssimo nível. Mas minha nota máxima vai para as suspensões.

Cidade
Ótima no dia a dia, é estreita, o guidão passa acima da maioria dos retrovisores dos veículos, não transmite calor para o piloto e não toma conhecimento das irregularidades do nosso pavimento.

Estrada
Confortável, boa agilidade (respeitando a roda dianteira com aro de 21″) econômica, boa proteção de vento e um motor suave em qualquer regime de giro, este é seu habitat, enfrenta qualquer tipo de terreno.

Conclusão
É um conjunto eficiente e confiável. O brasileiro, cada vez mais, viaja pelo Brasil e pelos países da américa do sul e com frequência anda por estradas de rípio e trilhas, a Africa Twin é com certeza uma grande escolha. A sua concorrente mais próxima aqui no Brasil é a BMW F 800 GS.

Sugestão de ajuste de suspensão para asfalto só com o piloto (85kg).

Suspensão dianteira
Pré-carga: 7 voltas a partir do ajuste mínimo.
Compressão: 7 clicks no sentido anti horário partindo do máximo.
Retorno: duas voltas no sentido horário partindo do mínimo.

Suspensão traseira
Pré-carga: 10 clicks no sentido horário partindo do mínimo.
Compressão: 11 clicks a partir do ajuste máximo
Retorno: 9 clicks a partir do ajuste máximo


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